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Estresse emocional e burnout elevam risco de doenças cardíacas, dizem especialistas

Equipe Revista Prefeitos de São Paulo by Equipe Revista Prefeitos de São Paulo
05/01/2026
in Saúde
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Estresse emocional e burnout elevam risco de doenças cardíacas, dizem especialistas
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A relação entre saúde mental e saúde cardiovascular tem ganhado atenção crescente entre médicos e pesquisadores. A sobrecarga emocional, o estresse contínuo e quadros de burnout aparecem associados ao aumento de problemas como hipertensão, arritmias e infarto. O tema ganha destaque durante o Janeiro Branco, campanha nacional de conscientização sobre saúde mental, que reforça a necessidade de olhar o indivíduo de forma integral.

O alerta foi reforçado em entrevista ao CBN Curitiba 2ª Edição, nesta segunda-feira (05), pelo cardiologista Gustavo Reis Marques, do Hospital Cardiológico Costantini. Segundo o especialista, alterações no equilíbrio emocional podem repercutir diretamente no funcionamento do sistema cardiovascular, inclusive em pessoas sem histórico prévio de doença cardíaca.

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O cardiologista explica que transtornos ligados à saúde mental estão associados a maior incidência de doenças cardíacas. O estresse persistente desencadeia respostas químicas no organismo, com liberação de hormônios como cortisol e adrenalina, que interferem na pressão arterial, no ritmo dos batimentos e na oxigenação do músculo cardíaco.

Essas alterações aumentam a sobrecarga do coração e podem favorecer o surgimento de hipertensão arterial, arritmias e, em situações mais graves, eventos como infarto agudo do miocárdio. O médico destaca que sintomas cardíacos podem aparecer mesmo quando não há lesões estruturais detectáveis em exames.

No Hospital Cardiológico Costantini, a equipe médica tem observado aumento na procura por atendimentos relacionados a queixas como palpitações, dor torácica e falta de ar. Em parte dos casos, após avaliação clínica detalhada e exames complementares, não são identificadas alterações orgânicas que expliquem os sintomas.

De acordo com o cardiologista, o corpo reage ao estresse emocional como se estivesse diante de uma ameaça constante. Esse estado de alerta prolongado mantém o sistema cardiovascular em esforço contínuo, o que ajuda a explicar a recorrência de sintomas mesmo na ausência de doença estrutural.

Os sintomas associados ao estresse e ao burnout variam de intensidade e podem afetar diferentes sistemas do organismo. No coração, os sinais mais relatados incluem palpitações, aceleração dos batimentos, dor no peito, falta de ar, cansaço extremo, tontura e dificuldade para dormir.

Também são descritos desconfortos fora do sistema cardiovascular, como sintomas gastrointestinais e sensação de formigamento nos braços. Embora muitas dessas manifestações não estejam ligadas a uma doença cardíaca propriamente dita, elas causam impacto significativo na qualidade de vida e aumentam a ansiedade do paciente.

O cardiologista ressalta que qualquer sintoma novo ou mudança no padrão das queixas deve motivar a busca por avaliação médica. A orientação é não ignorar sinais persistentes, especialmente quando associados a períodos prolongados de estresse, sobrecarga emocional ou alterações no sono.

Para os especialistas, cuidar da saúde mental é uma estratégia relevante de prevenção cardiovascular. Medidas como acompanhamento psicológico, organização da rotina, prática regular de atividade física e atenção à qualidade do descanso contribuem para reduzir os efeitos do estresse sobre o coração.

A campanha Janeiro Branco reforça essa discussão ao estimular a reflexão sobre emoções, relações e condições de trabalho. A mensagem central é que mente e corpo funcionam de forma integrada, e o desequilíbrio emocional pode se manifestar por meio de doenças físicas, incluindo as cardiovasculares.

Especialistas lembram que a prevenção passa por reconhecer limites e buscar ajuda profissional quando necessário. A identificação precoce de sinais de estresse e burnout pode evitar agravamentos e reduzir o risco de complicações cardíacas ao longo do tempo.

Segundo dados da literatura médica, o estresse crônico está associado a maior liberação de mediadores inflamatórios, fator que contribui para o desenvolvimento de aterosclerose. Esse processo, caracterizado pelo acúmulo de placas nas artérias, aumenta a probabilidade de eventos como infarto e acidente vascular cerebral.

No contexto do trabalho e da vida urbana, jornadas extensas, pressão por resultados e dificuldade de desconexão favorecem quadros de exaustão emocional. Para os médicos, políticas de promoção da saúde mental e ambientes mais equilibrados também têm impacto direto na redução do risco cardiovascular.

A orientação final é que saúde mental e saúde do coração devem caminhar juntas. Investir em prevenção, informação e cuidado contínuo é parte essencial de uma abordagem moderna da saúde.

A integração dessas áreas beneficia pacientes e sistemas.

Como as plataformas digitais de saúde podem ser usadas no cuidado corporativo

No Brasil, estudos indicam que a maioria dos trabalhadores relata sintomas persistentes de estresse, como fadiga, ansiedade e dificuldade de concentração. Para Hans Dohmann, médico e gestor em saúde, o cenário exige uma mudança na forma como as empresas lidam com o cuidado aos colaboradores.“O modelo reativo, baseado apenas no atendimento pontual, não responde mais à complexidade dos problemas de saúde mental no trabalho. É necessário estruturar acompanhamento contínuo e preventivo”, afirma. Saiba mais clicando aqui.

Fonte: CBN
Foto: https://br.freepik.com/fotos-gratis/jovem-sentindo-se-doente-e-segurando-o-peito-de-dor-enquanto-bebia-cha-na-sala-de-estar_26343755.htm

Tags: Hans DohmannSaúde mental
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