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Inflação sobe nas projeções e mercado vê queda menor dos juros após disparada do petróleo

Equipe Revista Prefeitos de São Paulo by Equipe Revista Prefeitos de São Paulo
25/03/2026
in Economia
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Inflação sobe nas projeções e mercado vê queda menor dos juros após disparada do petróleo
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O mercado financeiro passou a projetar inflação mais alta para este ano e um ritmo mais lento de queda da taxa básica de juros nos próximos períodos. Os dados constam no boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (23) pelo Banco Central, com base em informações coletadas na última semana junto a mais de 100 instituições financeiras.

A revisão ocorre em um cenário de maior incerteza internacional, especialmente após a escalada da guerra no Oriente Médio, que elevou o preço do petróleo para acima de US$ 100. Esse movimento tende a pressionar os custos de combustíveis no Brasil e, por consequência, impactar a inflação. Diante disso, analistas passaram a ajustar suas estimativas para os principais indicadores econômicos.

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Pressão inflacionária aumenta

Segundo o levantamento, a expectativa para a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), subiu de 4,10% para 4,17% neste ano. Trata-se da segunda elevação consecutiva na projeção.

Mesmo com a alta, o índice projetado ainda ficaria abaixo do registrado no ano passado, quando a inflação fechou em 4,26%. Para os anos seguintes, as estimativas apresentaram menor variação. Em 2027, a previsão permaneceu em 3,80%. Já para 2028, houve leve aumento de 3,50% para 3,52%. Em 2029, o mercado manteve a expectativa em 3,50%.

Desde o início de 2025, o Brasil adota o sistema de meta contínua de inflação, que estabelece objetivo de 3% ao ano, com margem de tolerância entre 1,50% e 4,50%. Dentro desse intervalo, o índice é considerado formalmente dentro da meta.

A elevação nas projeções reflete a percepção de que fatores externos, como o custo da energia, podem dificultar o controle dos preços no curto prazo. O encarecimento dos combustíveis costuma ter efeito disseminado, alcançando desde o transporte até itens básicos de consumo.

Juros devem cair menos

Com a perspectiva de inflação mais resistente, o mercado também passou a prever uma redução mais contida da taxa Selic ao longo dos próximos anos. Atualmente, a taxa básica de juros está em 14,75% ao ano, após o primeiro corte em quase dois anos, realizado recentemente pelo Banco Central.

Para o fim de 2026, a estimativa subiu de 12,25% para 12,50% ao ano, indicando que o ciclo de flexibilização monetária pode ser mais lento do que o previsto anteriormente. Já para 2027, a projeção foi mantida em 10,50% ao ano. Em 2028, segue em 10% ao ano.

A lógica por trás dessas revisões está na necessidade de manter os juros em patamar mais elevado por mais tempo para conter a inflação. Quando os preços sobem com maior intensidade, o Banco Central tende a adotar uma postura mais cautelosa na redução da taxa básica.

Crescimento econômico

No campo da atividade econômica, houve leve ajuste nas expectativas. A projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 passou de 1,83% para 1,84%.

O PIB é o principal indicador da atividade econômica de um país, reunindo o valor de todos os bens e serviços produzidos em determinado período. O dado mais recente, referente ao ano passado, apontou expansão de 2,3%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Para 2027, a estimativa de crescimento foi mantida em 1,8%, sinalizando uma trajetória de expansão moderada nos próximos anos.

Câmbio estável nas projeções

As estimativas para o câmbio apresentaram estabilidade no curto prazo e leve ajuste para o período seguinte. Para o fim deste ano, a expectativa do mercado foi mantida em R$ 5,40 por dólar.

Já para o encerramento de 2027, houve pequena revisão, com a projeção recuando de R$ 5,47 para R$ 5,45.

A taxa de câmbio também é influenciada por fatores externos, como o comportamento do dólar no mercado internacional e o cenário geopolítico, além de variáveis internas, como o diferencial de juros e o desempenho das contas públicas.

Impacto no dia a dia

A revisão das expectativas de inflação tem efeitos diretos sobre o cotidiano da população. Com preços mais altos, o poder de compra tende a cair, sobretudo entre famílias de menor renda, que destinam maior parte do orçamento a itens essenciais.

Ao mesmo tempo, a perspectiva de juros elevados por mais tempo encarece o crédito, afetando decisões de consumo e investimento. Esse conjunto de fatores ajuda a explicar por que o mercado revisa suas projeções de forma recorrente, acompanhando mudanças no cenário econômico global e doméstico.

Fonte: G1
Foto: https://br.freepik.com/fotos-gratis/carteira-vazia-devido-a-ilustracao-de-banner-social-de-impacto-economico-de-coronavirus_19002057.htm

Tags: inflação
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