A indústria brasileira atravessa uma fase de mudanças nas formas de produzir, desenvolver projetos e organizar equipes. A digitalização de processos, o avanço da automação e a adoção de inteligência artificial estão alterando as demandas por profissionais especializados em engenharia e tecnologia.
O movimento não se limita às grandes empresas. A transformação das atividades industriais envolve diferentes cadeias produtivas e exige trabalhadores capazes de lidar com equipamentos, sistemas digitais, softwares e novas ferramentas aplicadas à produção.
Dados do Mapa do Trabalho Industrial 2025-2027, elaborado pelo Observatório Nacional da Indústria, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), mostram a dimensão desse desafio. O levantamento aponta a necessidade de qualificar 14 milhões de pessoas em ocupações industriais no período. Desse total, 2,2 milhões correspondem à formação inicial e 11,8 milhões ao treinamento e desenvolvimento de trabalhadores que já estão no mercado.
A projeção considera tanto a criação de novas oportunidades quanto a necessidade de atualização profissional. Para a indústria, a formação continuada passa a ter papel importante diante da incorporação de tecnologias aos processos produtivos.
Recentemente, o uso da inteligência artificial no setor imobiliário passou a se expandir para além do atendimento e da gestão de leads, alcando a etapa mais estratégica da incorporação. Segundo Luciano Mestrich Motta, especialista com 28 anos de atuação em finanças, governança e gestão de ativos imobiliários, a implementação dessas soluções tecnológicas tende a otimizar o tempo de avaliação de terrenos e minimizar falhas estratégicas.
Tecnologia modifica perfil das vagas
Entre as áreas analisadas pelo levantamento estão tecnologia da informação, tecnologia e engenharia, além de segmentos como logística, construção, operação industrial, metalmecânica e manutenção. A necessidade de qualificação aparece, portanto, em diferentes pontos da estrutura produtiva.
A integração entre engenharia e tecnologia também ganha espaço nos projetos industriais. Sistemas automatizados, análise de dados, desenvolvimento de softwares e ferramentas digitais passaram a fazer parte de atividades que antes eram executadas com menor participação tecnológica.
Esse cenário cria uma demanda por profissionais com formação técnica e capacidade de acompanhar mudanças. O desafio envolve tanto a preparação de novos trabalhadores quanto a atualização de pessoas que já ocupam posições na indústria.
A inteligência artificial é um dos elementos que aceleram essa transformação. Sua aplicação em processos digitais modifica rotinas e cria novas possibilidades de utilização de dados e automação. Ao mesmo tempo, amplia a necessidade de profissionais capazes de compreender e aplicar essas ferramentas dentro das operações.
Empresa prepara comemoração de 20 anos
A movimentação do mercado ocorre no mesmo período em que a LUZA Group se prepara para completar duas décadas de atuação. A multinacional anunciou uma campanha para marcar os 20 anos da empresa, com celebração prevista para 28 de outubro de 2026.
A iniciativa recebeu o nome “Conectores do Futuro. Talentos que constroem o amanhã” e tem como foco a relação entre profissionais, conhecimento técnico, tecnologia e transformação dos negócios. A campanha será desenvolvida ao longo de 2026, com ações direcionadas a colaboradores, clientes e parceiros.
Fundada há duas décadas, a LUZA Group atua nos segmentos de engenharia e tecnologia. De acordo com informações da companhia, a organização reúne mais de 1.200 profissionais e participa de projetos em diferentes mercados.
A atuação inclui setores como mobilidade, energia, telecomunicações, mineração, agronegócio, bens de capital, ciências da vida e tecnologia da informação. O portfólio também envolve soluções relacionadas a engenharia e serviços especializados em tecnologia.
Para Tiago Monteiro, CEO da LUZA Group, a marca de 20 anos ocorre em um momento de transformação da indústria. “Os 20 anos consolidam nossa visão de mercado orientada por conhecimento técnico, colaboração e adaptação aos novos ciclos da indústria”, afirma.
Projetos exigem equipes multidisciplinares
A presença em diferentes setores permite que projetos reúnam profissionais de especialidades distintas. Engenharia de processos, automação industrial, desenvolvimento de software, análise de dados, cibersegurança e soluções digitais estão entre as competências relacionadas a esse tipo de atuação.
Segundo Cláudio Sanches, CMO da empresa, o primeiro movimento da campanha comemorativa será o lançamento de um selo. A proposta é representar movimento, evolução contínua e conexão entre profissionais, tecnologia e conhecimento.
A companhia também destaca iniciativas relacionadas à qualidade e à segurança da informação. Em Portugal, possui certificações ISO 9001 e TISAX. No Brasil, conta com essas certificações e com o reconhecimento Great Place to Work (GPTW).
Qualificação entra no centro da transformação
Os dados da indústria indicam que a modernização tecnológica não elimina a necessidade de mão de obra. Na prática, ela muda o perfil das competências procuradas e aumenta a importância da atualização profissional.
Com 11,8 milhões de trabalhadores previstos para treinamento e desenvolvimento até 2027, segundo o Mapa do Trabalho Industrial, a requalificação representa uma parcela significativa da demanda estimada pela indústria.
Nesse cenário, engenharia e tecnologia aparecem cada vez mais conectadas. Para empresas, profissionais e instituições de formação, acompanhar a evolução das ferramentas digitais passa a ser parte da preparação para os próximos ciclos do mercado de trabalho.
Fonte: Terra
Foto: https://www.magnific.com/br/fotos-gratis/funcionario-da-central-fotovoltaica-monitorando-dados-no-ecra-do-pc-de-perto_416929961.htm









