As fortes chuvas que atingiram a Grande São Paulo na tarde desta quinta-feira (8) voltaram a causar transtornos em diferentes pontos da região metropolitana. A capital paulista entrou em estado de atenção para alagamentos, enquanto municípios do entorno registraram volumes elevados de precipitação, transbordamento de córregos e acionamento de sirenes de emergência. Não houve registro de vítimas.
De acordo com dados de monitoramento meteorológico, a chuva ganhou força a partir das 15h, com acumulados expressivos em cidades da zona leste metropolitana. Estações localizadas em Mogi das Cruzes e Ferraz de Vasconcelos marcaram cerca de 70 milímetros em curto intervalo de tempo. Também houve registros significativos em bairros da capital, como Itaquera e Guaianazes, além dos municípios de Poá, Suzano e Itaquaquecetuba.
Por volta das 16h, toda a cidade de São Paulo passou a figurar oficialmente em estado de atenção para alagamentos. Nesse período, o Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas informou que áreas do centro registraram cerca de 30 milímetros de chuva, enquanto regiões da zona sul mais próximas do centro também enfrentaram precipitação intensa. As condições adversas se estenderam ao ABC Paulista, com impacto em Santo André e São Bernardo do Campo.
Transbordamentos e ocorrências na capital
O Centro de Gerenciamento de Emergências confirmou o transbordamento de dois córregos na zona leste da capital. O Córrego Três Pontes, localizado no Itaim Paulista, saiu do leito às 15h40. Pouco depois, às 16h23, foi registrado o transbordamento do Córrego Guaratiba, em Guaianazes. Esses episódios contribuíram para a formação de diversos pontos de alagamento e dificultaram a circulação de veículos e pedestres.
Ao todo, foram identificados 11 pontos de alagamento na cidade de São Paulo, sendo dez deles classificados como intransitáveis. As vias afetadas exigiram atenção redobrada dos motoristas, e equipes municipais foram mobilizadas para monitorar a situação e orientar o trânsito. Por volta das 17h, a intensidade da chuva começou a diminuir gradualmente, reduzindo o risco imediato de novos transbordamentos.
Segundo o CGE, a tempestade teve origem no interior do estado e avançou de forma isolada sobre a região metropolitana. O sistema apresentou potencial para queda de granizo, rajadas de vento, alagamentos pontuais e queda de árvores, características comuns de eventos convectivos intensos registrados durante períodos de instabilidade atmosférica.
As consequências desse cenário foram sentidas em diferentes bairros. Houve registro de quedas de árvores em pontos da capital, o que contribuiu para bloqueios temporários de vias e risco à rede elétrica. As equipes de zeladoria urbana e defesa civil permaneceram em alerta durante toda a tarde.
O Corpo de Bombeiros informou que atendeu a três ocorrências de desabamento e quatro chamados relacionados a enchentes. Em todos os casos, não houve vítimas, nem necessidade de resgates complexos. As ocorrências foram tratadas de forma pontual, com liberação das áreas após avaliação técnica.
Na região metropolitana, a Defesa Civil estadual adotou medidas preventivas diante da intensidade das chuvas. Em Ferraz de Vasconcelos, as sirenes de emergência para alagamentos foram acionadas como forma de alerta à população que vive em áreas de risco. A orientação foi para que moradores buscassem locais seguros e evitassem áreas sujeitas a enxurradas.
Em nota, o órgão destacou a possibilidade de ampliação das ações preventivas caso o cenário se agrave. “Caso a chuva persista ou o cenário se agrave, o Plano de Contingência Municipal poderá ser acionado, com a remoção preventiva de famílias para locais seguros”, informou a Defesa Civil estadual.
A previsão é de que os órgãos de monitoramento sigam acompanhando as condições meteorológicas nas próximas horas. A recomendação é para que a população evite transitar por áreas alagadas, mantenha atenção aos alertas oficiais e, em caso de emergência, acione os serviços de apoio. Eventos de chuva intensa continuam sendo uma preocupação recorrente na Grande São Paulo, especialmente em períodos de instabilidade, quando o volume elevado em curto espaço de tempo aumenta o risco de alagamentos e outros transtornos urbanos.
Fonte: Agência Brasil
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