A Polícia Civil de São Paulo prendeu, na manhã desta terça-feira (10), uma mulher de 29 anos suspeita de participação em uma rede criminosa dedicada à exploração sexual de crianças e adolescentes. A detenção ocorreu no Espírito Santo durante a segunda fase da Operação Apertem os Cintos, investigação conduzida por autoridades paulistas.
De acordo com os investigadores, a mulher é apontada como integrante da organização criminosa que, segundo a polícia, era comandada pelo piloto de avião Sérgio Antônio Lopes, de 62 anos. Ele foi preso anteriormente no Aeroporto de Congonhas, na capital paulista, durante a primeira etapa da operação.
A suspeita é investigada por diversos crimes relacionados à exploração sexual de menores. Entre as acusações estão estupro de vulnerável, além da produção, compartilhamento e comercialização de material contendo abuso sexual infantil.
A operação busca identificar e desarticular um grupo que, segundo as autoridades, atuava na criação e circulação desse tipo de conteúdo ilícito.
Investigação identificou atuação da suspeita
Segundo a Polícia Civil, a mulher presa nesta terça-feira é considerada coautora das ações criminosas atribuídas à organização. A investigação aponta que ela teria participação direta na exploração sexual de crianças e adolescentes.
Os policiais chegaram até a suspeita após analisarem conversas em aplicativos de mensagens e outros registros digitais coletados ao longo das investigações. Esses materiais indicariam a prática de crimes relacionados à produção e circulação de vídeos contendo abusos contra menores.
Entre os elementos reunidos pela polícia estão registros que mencionam a produção, venda e envio de gravações envolvendo violência sexual contra uma criança de 2 anos.
De acordo com os investigadores, esse material teria sido solicitado diretamente por Sérgio Antônio Lopes, apontado como líder da rede criminosa.
As informações reunidas durante a apuração reforçaram a suspeita de que a mulher participava da estrutura que produzia e distribuía esse conteúdo.
Celular apreendido será analisado
Durante o cumprimento do mandado de prisão, agentes da Polícia Civil também apreenderam um telefone celular que estava em posse da investigada. O aparelho será submetido a perícia técnica.
A expectativa dos investigadores é que a análise do dispositivo possa revelar novas evidências sobre a atuação da suspeita e, eventualmente, identificar outros envolvidos no esquema.
Peritos devem examinar mensagens, arquivos e registros digitais armazenados no aparelho. Esse tipo de material costuma ser considerado essencial em investigações relacionadas a crimes praticados por meio da internet.
Segundo a polícia, o trabalho de análise pode ajudar a aprofundar o entendimento sobre o funcionamento da organização criminosa investigada.
Primeira fase resultou em outras prisões
A Operação Apertem os Cintos teve a primeira fase realizada anteriormente, quando os investigadores prenderam o piloto Sérgio Antônio Lopes no Aeroporto de Congonhas.
Na ocasião, ele foi identificado pelas autoridades como o principal responsável pela organização criminosa investigada. Após a prisão, o piloto foi demitido da companhia aérea Latam.
Além dele, duas mulheres também foram presas durante aquela etapa da operação. Segundo a Polícia Civil, ambas colaboravam com as atividades do grupo.
As investigações indicam que essas pessoas atuavam de forma conjunta na produção e disseminação de material envolvendo abuso sexual infantil.
A polícia afirma que a rede operava por meio de plataformas digitais e aplicativos de comunicação, utilizados para a troca de mensagens e arquivos entre os envolvidos.
Investigações continuam
Com a prisão realizada nesta terça-feira, a Polícia Civil afirma que a investigação segue em andamento. O objetivo é identificar possíveis outros participantes da organização criminosa e mapear a extensão da rede investigada.
Autoridades também buscam reunir mais provas que confirmem a participação de cada suspeito nas atividades criminosas.
Casos relacionados à exploração sexual de crianças e adolescentes costumam envolver múltiplos investigados e, frequentemente, atravessam fronteiras entre estados ou países, o que amplia a complexidade das investigações.
A Polícia Civil informou que novas diligências podem ser realizadas nos próximos dias, conforme avançam as análises de provas já coletadas e de materiais apreendidos durante as operações.
Fonte: Agência Brasil
Foto: https://br.freepik.com/fotos-premium/grupo-de-policiais-do-sexo-masculino-em-quito-equador_156060836.htm








