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Juros elevados pressionam empresas e devem ampliar reestruturações no Brasil, avalia Ricardo Knoepfelmacher

Equipe Revista Prefeitos de São Paulo by Equipe Revista Prefeitos de São Paulo
23/03/2026
in Economia
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ricardo k
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O ano de 2025 terminou com um recorde de 5.680 empresas em recuperação judicial no Brasil. Em 2024, foram registrados 4.233 pedidos. No início de 2026, grandes companhias já passaram a renegociar dívidas bilionárias. Para o especialista em reestruturação financeira Ricardo Knoepfelmacher, conhecido no mercado como Ricardo K, o avanço dos processos de recuperação e renegociação de dívidas está diretamente ligado ao ambiente de juros elevados.

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Em entrevista ao jornal Estadão, o sócio da consultoria RK Partners falou sobre os indicadores de endividamento das companhias abertas brasileiras e como a alta taxa de juros deve provocar uma onda de reestruturações no Brasil. No início de 2025, Ricardo K já vinha alertando que uma parcela relevante das empresas teria dificuldade para honrar compromissos financeiros caso a taxa Selic permanecesse em patamar elevado.

Segundo levantamento conduzido pela equipe de Ricardo K, atualmente cerca de 24% das empresas analisadas não conseguem gerar caixa suficiente para pagar os juros de suas dívidas. “Acompanhamos e fizemos análise de 282 empresas de capital aberto. Dessas, 69 estão com alavancagem alta e não geram Ebitda suficiente para pagar os juros anuais da sua dívida”, disse. 

Endividamento pressionado pela Selic elevada

Na avaliação de Ricardo Knoepfelmacher a principal origem dessa pressão financeira está no aumento expressivo da taxa básica de juros nos últimos anos. “A taxa Selic que você tinha em 2021 estava abaixo de 5%. Agora ela é de 15% ao ano. Essa taxa guia o custo de capital que os bancos cobram, e, de fato, hoje o custo da dívida está muito alto. Hoje está muito difícil as empresas pagarem uma dívida”, afirmou.

O especialista observa que muitas companhias estruturaram seus planos de expansão num ambiente de juros baixos e não estavam preparadas para uma mudança tão rápida no cenário macroeconômico. Além disso, algumas decisões estratégicas equivocadas contribuíram para ampliar o endividamento.

“Várias dessas empresas também cometeram erros de estratégia, compraram ações de empresas que não tinham a ver com o seu core-business”, destacou. 

Alavancagem elevada em grande parte das empresas

Os dados analisados por Ricardo Knoepfelmacher mostram que a pressão financeira não é um problema isolado. De acordo com o levantamento, 47% das empresas brasileiras apresentam alavancagem superior a três vezes a relação entre dívida líquida e Ebitda anual. Em uma parcela ainda mais crítica, cerca de 24% das companhias têm alavancagem superior a seis vezes esse indicador.

Para Ricardo K, esse nível de endividamento torna inevitável a necessidade de reorganizar estruturas financeiras. “Significa que quase metade das empresas hoje tem um endividamento muito alto e vão acabar não conseguindo pagar o juro da dívida. Vão ter de reestruturar a dívida. Isso é um número muito alto.”

A deterioração dos balanços corporativos também aparece na evolução dos atrasos em compromissos financeiros. Para Ricardo K, esse dado reflete um ambiente de crédito muito mais apertado.“De janeiro de 2016 a dezembro de 2024, o número de empresas com, pelo menos, um compromisso vencido era de 6% ao ano. No último ano, esse número aumentou para 30%”.

Negociação com bancos deve ser principal caminho

Apesar do aumento das dificuldades financeiras, Ricardo K afirma que a maioria das empresas ainda buscará soluções fora da recuperação judicial. O caminho preferencial continua sendo a renegociação direta com credores e instituições financeiras.

Segundo ele, a experiência acumulada em processos de reestruturação mostra que a judicialização é exceção. “Em 10 anos, fizemos 130 reestruturações e em menos de 20% foi necessário entrar com recuperação extrajudicial ou judicial.”

Mesmo com a possibilidade de cortes na taxa de juros no futuro, o especialista avalia que o alívio será limitado. As projeções indicam uma eventual queda da Selic para algo próximo de 13% ao ano no prazo de dois anos, ainda assim um patamar elevado em termos reais.

“Estamos falando que a taxa pode cair de 15% para 13% em 2 anos. Ela continuará num patamar muito alto com uma taxa de juro real altíssima”, afirmou Ricardo Knoepfelmacher.

Setores enfrentam desafios específicos

A análise conduzida por Ricardo K mostra que alguns segmentos enfrentam dificuldades adicionais. O agronegócio, por exemplo, passa por um momento mais desafiador após anos de forte crescimento. Entre os fatores que pressionam o setor estão o aumento do custo de fertilizantes e insumos, além da queda nos preços de algumas commodities agrícolas.

O varejo também enfrenta mudanças estruturais importantes. Segundo Ricardo Knoepfelmacher, a transformação no comportamento do consumidor exige adaptação rápida das empresas. “A forma como as pessoas compram está mudando muito rapidamente, muito mais rápido do que eles imaginavam.”

No setor petroquímico, outro fator pesa sobre as margens das empresas: o preço elevado da nafta, insumo fundamental para a indústria. Já no segmento sucroalcooleiro, a concorrência com o etanol produzido a partir do milho tem alterado a dinâmica de competitividade.

Quem é Ricardo K?

Ricardo K é um renomado consultor empresarial com mais de 25 anos de experiência em reestruturação de negócios. Destacou-se na recuperação de empresas como Bombril e PDG, além de outros 96 processos de reestruturação.

Economista pela UnB e com um Master’s in International Management pela Thunderbird School, é CEO da RK Partners, uma das principais consultorias do Brasil. Ele é membro da Turnaround Management Association (TMA), palestrante internacional e conselheiro independente em diversas empresas.

Imagem: https://br.freepik.com/fotos-gratis/mao-segurando-uma-seta-de-crescimento-com-moedas_11383316.htm

Tags: Ricardo K
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