Em 2025, a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, a FAO, retirou o Brasil do Mapa da Fome após o país reduzir a insegurança alimentar grave para menos de 2,5% da população. De acordo com a entidade, a queda está diretamente relacionada à adoção e à retomada de políticas sociais voltadas à proteção da população mais vulnerável. Entre os estados brasileiros, Alagoas recebeu o Prêmio Brasil Sem Fome do Governo Federal por reduzir a insegurança alimentar e nutricional no estado.
Para Paulo Roberto Esequiel de Mendonça, gestor público com atuação na área de desenvolvimento social e assessor especial da Secretaria de Estado de Relações Federativas e Internacionais em Alagoas, também conhecido como Paulinho Mendonça, a redução dos índices não ocorre de forma isolada.
Ele defende que programas sociais integrados têm capacidade real de transformar vidas e comunidades. “Quando o poder público atua de forma coordenada, oferecendo alimentação, formação educacional e oportunidades de qualificação profissional, os resultados aparecem de maneira mais consistente e duradoura”.
A Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (Ebia) aponta que a insegurança alimentar ocorre quando a pessoa não possui acesso regular a alimentos, porém a classificação é definida por três níveis:
- Insegurança alimentar leve: Apresentam comprometimento da qualidade da alimentação em detrimento da manutenção da quantidade percebida como adequada;
- Insegurança alimentar moderada: apresentam modificações nos padrões usuais da alimentação entre os adultos concomitante à restrição na quantidade de alimentos entre os adultos;
- Insegurança alimentar grave: são caracterizados pela quebra do padrão usual da alimentação com comprometimento da qualidade e redução da quantidade de alimentos de todos os membros da família, inclusive das crianças residentes neste domicílio, podendo ainda incluir a experiência de fome.
O gestor avalia que enfrentar esse cenário exige atuação conjunta dos estados e municípios. “É fundamental que as políticas públicas cheguem de forma articulada aos territórios, com ações que garantam o acesso imediato à alimentação e, ao mesmo tempo, criem condições para que as famílias conquistem autonomia. Segurança alimentar não se sustenta sem educação, trabalho e renda”
Alagoas Sem Fome
Um exemplo desse modelo de atuação é o programa estadual Alagoas Sem Fome, criado para enfrentar a insegurança alimentar e ampliar ações de cidadania. Coordenada por Paulo Roberto Esequiel de Mendonça, a iniciativa conta com o apoio integral do governador Paulo Dantas e da secretária de planejamento Paula Dantas, inclusive para que o programa se tornasse lei no estado.
O objetivo da iniciativa é operar em diferentes frentes, entre elas a distribuição de alimentos, o apoio a cozinhas comunitárias e o incentivo à produção local, articulando respostas emergenciais com estratégias de médio e longo prazo.
“O Alagoas Sem Fome está amparado por uma legislação própria, o que assegura previsibilidade, continuidade e a possibilidade de ampliação das ações ao longo do tempo. Isso é essencial para que o combate à fome não dependa de decisões pontuais, mas seja uma política permanente de Estado”, conclui.
Nesse cenário, Alagoas passou a se destacar como o estado que apresentou a maior redução da fome no país. O desempenho resultou no reconhecimento do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), que concedeu ao governo estadual o Prêmio Brasil Sem Fome, voltado a políticas públicas com impacto comprovado na redução da insegurança alimentar.
O reconhecimento do MDS reforça a relevância de modelos integrados de gestão. “Os resultados mostram que o enfrentamento da fome exige planejamento contínuo, monitoramento e articulação entre diferentes áreas do governo, além do diálogo permanente com a sociedade civil e o setor produtivo”.
O prêmio concedido pelo ministério levou em conta critérios como impacto social, alcance territorial e capacidade de articulação institucional. De acordo com os dados analisados pelo programa federal Brasil Sem Fome, Alagoas liderou os indicadores de redução da insegurança alimentar entre os estados brasileiros.
Mendonça também ressalta a relevância da institucionalização do programa por meio de lei estadual, medida que assegura sua continuidade mesmo diante de mudanças de governo. “O Alagoas Sem Fome está amparado por uma legislação própria, o que assegura previsibilidade, continuidade e a possibilidade de ampliação das ações ao longo do tempo. Isso é essencial para que o combate à fome não dependa de decisões pontuais, mas seja uma política permanente de Estado”.
Sobre Paulo Roberto Esequiel de Mendonça

Paulo Roberto Esequiel de Mendonça, conhecido como Paulinho Mendonça, é engenheiro civil formado pelo CESMAC, empresário e Assessor Especial da Secretaria de Estado de Relações Federativas e Internacionais (SERFI). Com mais de 20 anos de experiência, construiu carreira sólida tanto no setor público quanto no privado, atuando em empresas de referência da engenharia e em projetos de infraestrutura de impacto em Alagoas.
No setor privado, lidera a PREM Engenharia Ltda. Reconhecido pela capacidade de articulação e liderança, Paulinho Mendonça alia gestão, empreendedorismo e compromisso social no desenvolvimento do Estado.









