Com a proximidade do Natal, supermercados da capital paulista e da região metropolitana registram aumento no fluxo de consumidores em busca dos itens tradicionais da ceia. A pesquisa mais recente do Procon-SP mostra, porém, que o custo dessa compra pode variar de forma significativa conforme o local escolhido. De acordo com o levantamento, a diferença de preços entre estabelecimentos chegou a 169% para produtos típicos do período natalino.
O estudo foi realizado entre os dias 4 e 10 de dezembro e analisou os valores de 121 alimentos que costumam compor a mesa de Natal dos brasileiros. Foram pesquisados 82 supermercados distribuídos em 12 municípios do estado de São Paulo, incluindo a capital. O objetivo foi identificar a variação de preços e orientar o consumidor em um momento marcado por aumento de demanda e maior exposição a promoções.
Os dados confirmam que, mesmo dentro de uma mesma cidade, os preços praticados podem apresentar discrepâncias expressivas. Essa diferença impacta diretamente o orçamento das famílias, sobretudo em um período em que as despesas costumam se concentrar não apenas na alimentação, mas também em presentes, viagens e confraternizações.
Diferenças de preços e perfil dos mercados
Na capital paulista, dez supermercados foram avaliados pela equipe do Procon-SP. O levantamento identificou que estabelecimentos localizados nas zonas norte e leste concentraram maior número de produtos com os menores preços. Ainda assim, a pesquisa aponta que nenhuma região está imune às variações, o que reforça a necessidade de comparação entre diferentes pontos de venda.
A maior diferença registrada no estudo foi de 108,90% no preço do quilo da azeitona chilena vendida a granel. Em um dos estabelecimentos pesquisados, o produto foi encontrado por R$ 99,98, enquanto em outro o mesmo item custava R$ 47,86. O caso ilustra como um único produto pode pesar de forma distinta no valor final da ceia, dependendo da escolha do consumidor.
Além das azeitonas, o levantamento incluiu itens como azeites, carnes, bombons, conservas, farofas prontas, frutas em calda, panetones e chocotones. Muitos desses produtos apresentaram variações relevantes, sobretudo aqueles com maior procura nesta época do ano ou que possuem marcas e apresentações diversas.
Segundo o Procon-SP, diferenças elevadas de preço podem estar relacionadas a fatores como localização do supermercado, política comercial, custos operacionais, marcas ofertadas e estratégias promocionais. Mesmo assim, o órgão ressalta que a pesquisa demonstra a importância de pesquisar antes de comprar, especialmente em datas comemorativas.
Orientações para economizar na ceia
Diante dos resultados, o Procon-SP reforça uma série de orientações ao consumidor. A principal delas é comparar os preços entre diferentes estabelecimentos, avaliando não apenas o valor final, mas também a relação entre qualidade, peso e preço do produto. Essa análise ajuda a evitar escolhas baseadas apenas em promoções aparentes.
Outro ponto destacado é o planejamento prévio da ceia. Definir com antecedência o cardápio e elaborar uma lista com alimentos, bebidas e ingredientes necessários reduz o risco de compras por impulso e de gastos desnecessários. O hábito também facilita a substituição de itens mais caros por opções semelhantes com melhor custo-benefício.
Durante a compra, o consumidor deve ler atentamente as embalagens e os rótulos. É importante verificar informações como características do produto, condições de conservação, dados nutricionais, presença de alergênicos e prazo de validade. Esses cuidados são essenciais para garantir segurança alimentar e evitar desperdícios.
O Procon-SP também orienta que promoções divulgadas pelos estabelecimentos sejam rigorosamente cumpridas. Para isso, recomenda-se guardar folhetos, anúncios e outros materiais publicitários que comprovem as ofertas. Caso o preço anunciado não seja respeitado, o consumidor pode exigir o cumprimento da promoção ou registrar reclamação junto aos órgãos de defesa do consumidor.
A pesquisa identificou ainda uma prática que exige atenção redobrada. Alguns fabricantes reduziram a gramatura de determinados produtos, especialmente panetones e chocotones, mantendo embalagens semelhantes às versões anteriores. Pela legislação, essa alteração deve ser informada de forma clara e destacada na embalagem por, no mínimo, seis meses. Observar esse detalhe evita comparações equivocadas de preço e garante uma escolha mais consciente.
Em um cenário de variação expressiva nos valores, o levantamento do Procon-SP reforça que informação e planejamento são aliados fundamentais do consumidor na hora de montar a ceia de Natal sem comprometer o orçamento.
Fonte: Gazeta de São Paulo
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